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canadian pharmacy order viagraComo escolher um azeite. O momento de compra: o que observar no rótulo da embalagem

Temos constatado nos locais de venda de azeites, principalmente supermercados, uma oferta crescente de marcas, variedades e tipos de embalagens, fenômeno parecido com o que ocorreu com os vinhos há alguns anos atrás, e que acarreta uma grande dificuldade ao consumidor em saber quais aspectos deve observar no momento de compra de um azeite de qualidade. O preço do produto é um dos indicadores de qualidade, que exceto nos momentos em que o produto está em “promoção”, geralmente azeites com preços muito baixo comparativamente as demais marcas, podem indicar um produto de qualidade inferior.

A análise cuidadosa das embalagens fornece informações importantes sobre a qualidade do produto, que apesar de não serem conclusivas, pois somente degustando o azeite podemos conhecer as características de sabor e aroma, auxiliam a identificar parâmetros indicativos de qualidade do azeite.is it safe to buy viagra online forum

Comecemos pelo tipo de embalagem, garrafas de vidro ou latas, que além de ter uma apresentação atrativa e informativa para o consumidor, tem como principal função a correta preservação das qualidades e características do produto. Os principais “inimigos” do azeite são a luz, temperatura, umidade e o oxigênio, que provocam alterações de sabor e aroma no azeite. A embalagem que oferece melhor proteção a estes quatro fatores é a garrafa de vidro escura, seguida da lata e da garrafa de vidro transparente. A vantagem do vidro escuro sobre a lata é devido ao fato do vidro ser um isolante térmico (“barreira ao calor”) melhor que o metal da lata, além da eficiente proteção contra luz, oxigênio e umidade. A lata, após aberta para uso, também apresenta maior risco de sofrer a ação do oxigênio e da umidade, em função de que nem todas as apresentações de embalagem de lata apresentam sistema adequado de fechamento.

O passo seguinte é analisar as informações de rotulagem, dispostos tanto na parte frontal como no verso da embalagem. Na parte frontal, podemos encontrar as seguintes informações relevantes:

Marca

Marcas de produtores de tradição e de boa reputação no mercado são sinalizadores de confiabilidade de que o produto foi elaborado dentro de normas e procedimentos adequados;

Acidez / Tipo de azeite

Apesar de a acidez ser um fator importante na classificação do azeite, ele não é adequado para sinalizar se é um produto mais gostoso em termos de sabor, aroma e intensidade. A acidez indica se o produto é “azeite extra virgem” (até 0,8%), considerado o tipo mais “nobre”, pois a sua extração foi feita apenas por processos mecânicos. Entretanto, não obrigatoriamente azeites extra virgem de acidez menor, por exemplo, 0,2% de acidez, são melhores que produtos com acidez maior, por exemplo, 0,7%. O produto classificado como “azeite de oliva”, nem sempre menciona a acidez, pois é pouco relevante para este tipo de produto, pois eles são obtidos inicialmente por processos mecânicos, nos quais não atingiram a acidez para se classificarem como “extra virgem”, e foram submetidos a processos químicos para redução da mesma, sendo posteriormente acrescidos de uma pequena fração de “extra virgem” em sua composição (veja maiores detalhes no link “produção”);

Tipo de processo de extração

Algumas marcas “extra virgem” informam que o processo de extração foi de “primeira prensagem a frio”. Como atualmente todos os azeites são obtidos apenas com uma única “prensagem”, ou “extração, esta informação tem pouca utilidade de diferenciação. Entretanto a segunda informação, “a frio”, é relevante, pois indica que não houve aquecimento no processo de extração do azeite, o que pode indicar que as qualidades de aroma e sabor estão melhores preservadas. Algumas empresas utilizam aquecimento no momento de extração, mas esta informação dificilmente está informada no rótulo.

Variedade de azeitonas

Ainda não é muito usual, mas algumas marcas mencionam o tipo de variedade de azeitona utilizada. Esta informação tende a facilitar uma melhor caracterização do sabor e aroma do produto (veja maiores detalhes no link “regiões produtoras”);

País de origem

Países de origem com tradição na produção de azeite é outro importante fator indicativo de qualidade. Aproximadamente 90% do azeite consumido no Brasil são provenientes de Portugal, Espanha e Argentina, sendo que azeites oriundos de países como Itália, Grécia, e mais recentemente do Chile, também já tem boa aceitação (veja maiores detalhes no link “regiões produtoras”);

Selos de certificação

Alguns produtores da União Européia possuem selos de certificação, como D.O.P. (Denominação de Origem Protegida) ou I.G.P. (Identificação Geográfica Protegida), que garantem que o azeite foi produzido a partir de normas e padrões controlados, sendo um indicativo de qualidade. Marcas de outros países fora desta região podem apresentar selos de certificações de órgãos ou entidades idôneas, que normatizam e fiscalizam a qualidade do azeite em seus respectivos países (veja maiores detalhes no link “regiões produtoras”);

Na parte traseira da embalagem, podemos encontrar as seguintes informações relevantes:

Data de fabricação e/ou validade

Diferentemente do vinho, em que alguns tipos podem desenvolver e melhorar os seus atributos sensoriais ao longo do tempo de armazenagem, nos azeites, as características e intensidades de sabor e aroma se mantém melhor preservadas e são mais percebidas quando o azeite é “novo”, ou seja, quando consumido em data mais próxima de sua fabricação. O prazo de validade do azeite varia entre doze meses a três anos de sua data de fabricação, dependendo da marca/empresa do fabricante. Alguns fabricantes informam apenas a validade sem mencionar a data de produção;

Tipo de envase

Nem sempre o azeite cuja marca é originária de um determinado país, assegura que o azeite foi produzido naquele país. Na Itália, por exemplo, que consome e exporta mais do que produz, há diversas empresas que importam azeites de outros países e envasam com marcas italianas, obtendo produtos de boa qualidade, mas não necessariamente azeites obtidos de azeitonas produzidas na Itália. O mesmo pode ocorrer com outros países.  Nestes casos, normalmente se encontra no rótulo dizeres como “Embalado na Itália” ou “Envasado em Portugal”, mas não informam onde o azeite foi produzido.

As marcas que são produzidas e envasadas em um determinado país utilizam dizeres como, por exemplo, “Produto Espanhol”, ou “Este produto cumpre com as especificações do país de origem”, “Produzido e embalado em Portugal”, ou “Denominação de Origem Protegida (D.O.P.)”, o que assegura que aquele azeite é de origem conhecida (país e/ou região). Azeite produzido e envasado (ou engarrafado) por um produtor, no país de origem da marca são um indicativo, apesar de não ser uma certeza, de que o azeite pode apresentar uma melhor qualidade.

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